
Na tarde desta segunda-feira 08, dezenas de pais e alguns alunos da Escola Municipal Rural Novo Horizonte estiveram no ministério público relatando ao promotor Dr. Guilherme Ignácio de Oliveira, o que vem ocorrendo na referida escola e está prejudicando as famílias dos alunos.
Os pais relataram ao promotor a forma como a secretaria vem agindo para implantar um novo sistema de educação, onde os alunos freqüentam a escola três dias por semana. Diante da necessidade de compensar a carga horária, os alunos estudam das 09 às 16:30. Para chegarem à escola neste horário, muitos alunos precisam sair de casa cedo alguns embarcam no ônibus escolar por volta das 06:30 e retornam às 19 horas.
Quase todos os pais tiveram a oportunidade de falar. Eles relataram a forma como o programa foi implantado, a pressão que os professores estão impondo nos alunos para que estes aceitem o novo programa e até vereadores estiveram visitando as salas tentando persuadir os alunos a aprovar o novo projeto.
Um dos alunos do ensino médio relata uma história que um determinado vereador contou em sua sala e que um dos alunos achando a história pejorativa resolveu protestar, segundo o estudante que nos relatou o fato, o referido vereador disse ao estudante que ele (vereador) é uma autoridade e que o estudante teria que respeitá-lo. Na verdade este é apenas um dos muitos fatos que pais e alunos contam. Os alunos do ensino médio contam que estão sendo pressionados por alguns professores dizendo que eles não são da escola, e por isso eles não podem se manifestar dobre o assunto.
Valdecir da Silva Morais, um dos pais diz que este ano seus filhos ainda não foram para a escola e se continuar do jeito que está eles não vão freqüentar a escola. Outros pais que estavam presentes também disseram que os filhos não estão freqüentando as aulas.
Os pais alegam que a renda de quase todas as famílias, provém do leite e para isso eles dependem dos filhos nas primeiras horas do dia para ajudarem na ordenha das vacas. A partir do leite tirado eles estão livres para estudar. Segundo os pais, a forma como funcionava antes é ideal, pois, os filhos podiam ajudar e depois estudar sem problema algum.
Os pais realizaram um abaixo assinado onde constam 157 assinaturas pedindo a volta do sistema antigo na escola. Acompanhados pelo vereador Zilmar Assis de Lima, eles participaram de uma reunião com a secretária de educação Terezinha Paraíba e esta decidiu realizar uma assembléia para o próximo dia 24 onde será decidido se permanece o atual sistema ou se volta o sistema antigo.
Uma das solicitações dos pais ao Ministério Público é que a decisão seja tomada pelos pais e alunos e que os servidores da escola não participem nem interfiram no processo de escolha.